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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

NOVOS DESAFIOS PARA UM VELHO TEMA: A FORMAÇÃO FRANCISCANA



2 - RESISTÊNCIAS A UMA FORMAÇÃO INSTITUCIONALIZADA
  
>> Sempre vemos a Formação Franciscana a partir do ponto de vista do outro (a). Formadores (as) marcam a nossa vida para sempre, positivamente ou negativamente. Alguns são feridos do sofrimento do passado. Pode tornar-se uma relação de amor e ódio. Não estou de acordo com suas ideias, mas qual é o meu conceito de formação? Não estou de acordo com sua ideia, mas sou seu irmão (ã).

>> Uns são lógicos, outros são críticos, alguns proféticos, muitos santos. Uns atualizam-se outros não têm abertura para mudanças ou para escutar o diferente.

>> Somos acostumados a medir o sucesso. Na escola, isto é mais fácil; mas como medir o sucesso quando a Formação Franciscana é um processo para toda a vida? Não precisamos medir sucesso, temos é que ser fiéis.

>> Medo de perder a segurança do velho sistema e organização (perder o controle, o poder, o status). Não querer mudar o modo de pensar. Não querer envolver-se como pessoa para não mostrar a própria vulnerabilidade.

>> “Isto eu já sei!”; “Isto eu já conheço!”. Viver num plano superior; já sabe de tudo, vive no andar de cima sem querer conhecer o andar de baixo; sabe muito, mas não consegue entender o que é a Pobreza.

>> A nossa Formação Franciscana corre o risco de ser muito espiritual, muito abstrata. Em São Francisco não era assim, o humano e o mundo emergem com naturalidade. Ele tinha um modo interdisciplinar, isto é, uma visão mais holística da vida; uma FF que leve a um modo amplo de viver. Se o Franciscanismo é a religião da Encarnação (cfr. CBCMF), a Encarnação é holística.

>> Não ter medo da riqueza do grupo, do peso da responsabilidade, da Formação Franciscana imposta, mas ter a coragem de questionar quando a FF é apenas intelectual e cerebral e não vem do coração. Não pode ser teórica informativa, tem que ser experiencial formativa.

* O método tem que envolver toda a pessoa.
* Há muito improviso.
* Falta desejo e sonho.
* Distanciamento entre programa e vida.
* Não se abraça como um dever para toda a vida.
* Interroga-se mais os métodos do que os conteúdos.
* A FF não pode ser apenas o que está na cabeça do Formador (a).

sábado, 21 de setembro de 2013

NOVOS DESAFIOS PARA UM VELHO TEMA: A FORMAÇÃO FRANCISCANA



>> A Formação Franciscana não é uma atividade em nossa vida; mas é a nossa vida iluminando as nossas atividades. A partir da Formação Franciscana temos que oferecer  um impulso importante.

>> O assunto sempre é atual e sempre retorna quando falamos de Educação, Formação, Animação, Acompanhamento, e nos últimos tempos está surgindo a ideia da Formação Personalizada.

>> Ensinamento e Aprendizado. Passar do Ensinamento (os documentos dizem, os livros dizem, as Fontes dizem, a tradição diz, os estudos dizem, a minha antiga mestra ou mestre disse) para a Aprendizagem (o Discipulado, isto é, não basta ter uma perspectiva religiosa para a vida, escolhi seguir um caminho franciscano e clariano e isto faz a diferença). A passagem do Ensinamento para o Discipulado não é um fácil. Há muita resistência em formar-se. É sentir e assumir uma sabedoria de vida, um conhecimento de um determinado tipo de vida. É permear a vida pelo Evangelho e não apenas passar uma informação técnica. É trabalhar a vida de um modo pleno.

>> O que muita gente hoje chama, por exemplo de Vida Religiosa, é apenas trabalho religioso. Há uma força do fazer e do como fazer, mas nem sempre é nítido o porquê se faz.

>> A Formação Franciscana é um contínuo caminho de Discernimento; uma educação adulta para adultos; que ela possa oferecer elementos de uma pedagogia com valores claramente franciscanos e que ajude a animar a vida cotidiana pessoal e comunitária.
Fonte:http://carismafranciscano.blogspot.com.br/